Podemos nos referir a elas como sendo
razão para lembrar de alegrias, tristezas,
a resposta pelos momentos de angústia,
ou de tristeza sem razão,
saudade pode ser também, razões,
ou até mesmo, de escape para frustrações.
dores, mágoas, respostas, palavras, pessoas.
pode ser o futuro do pretérito imperfeito...
pode ser as cartas escritas, mas não enviadas,
conversas que tivemos em minha imaginação,
verdades que se esvairam, tortuosas,
olhares trocados em sonhos,
pode representar as escolhas que fizemos,
os motivos que alegamos, ora frágeis,
volúveis, hoje tristes, mas fortes...
representantes de uma fase.
pode ser triste, amarga, verdadeira.
na verdade, senti-la é algo bom,
somos capazes de amar, chorar, sorrir, gritar...
fugazes, fortes, vivos.
após formado, nosso álbum pode ser revisto,
folheado, reformado, excluído, esquecido.
mas, a lembrança funciona como flashback,
rápida, certeira, implacável...
saudade... meu irmão...
pode ser a dificuldade de dizer
o que não foi dito, não foi feito, resolvido.
o que deixamos de lado, esperamos... esperamos...
pode ser o tempo veloz,
as palavras certeiras como flechas,
os olhares húmidos, tímidos,
os lábios cerrados, trêmulos...
saudade... saudade... saudade...
porque não morre com o passado?
porque o passado, não morre!
ele faz parte de nossas vidas.
ainda bem!
Luís Cláudio
domingo, 16 de novembro de 2008
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